quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Marília Pêra e Miguel Falabella no palco com a peça 'Alô Dolly!'

Jornal do Brasil
Pedro Rocha

Vinte e nove atores em cena, uma orquestra com 16 integrantes e um encontro inédito de dois artistas: Marília Pêra e Miguel Falabella. Estes são os números deAlô, Dolly! (Hello, Dolly!, no original), adaptação brasileira de um dos maiores sucessos de todos os tempos da Broadway, que estreia nesta sexta-feira (12), no Oi Casa Grande, no Leblon. Além de atuar, Falabella assina a versão nacional e a direção do musical.
O espetáculo tem direção musical de Carlos Bauzys, cenários de Renato Theobaldo e Beto Rolnik, figurinos criados por Fause Haten, coreografia de Fernanda Chamma e iluminação de Paulo Cesar Medeiros.
1890, Nova York. Dolly Levi (Marília Pêra), uma viúva casamenteira, é contratada pelo mal-humorado comerciante Horácio Vandergelder (Miguel Falabella), para lhe arranjar uma esposa. Dolly o apresenta a Irene Molloy (Alessandra Verney). Uma série de confusões e armações se sucede e a viúva decide conquistar o bom partido para si mesma.
Marília Pêra e Miguel Falabella estrelam versão brasileira do sucesso 'Hello, Dolly!"
Marília Pêra e Miguel Falabella estrelam versão brasileira do sucesso 'Hello, Dolly!"
O musical apresenta também Cornélio Hackl (Frederico Reuter), jovem funcionário de Horácio que se apaixona por Irene. Além de tentar conseguir se casar, Dolly resolve ajudar Ambrósio Kemper (Thiago Machado) a namorar Ermengarda (Brenda Nadler), sobrinha de Horácio, que não gosta da ideia do romance, pois o rapaz é pobre.  No elenco ainda estão Ricardo Pêra, Ubiracy Paraná do Brasil, Ester Elias e Patrícia Bueno, um conjunto (ensemble) de 14 atores (sete homens e sete mulheres) e mais cinco bailarinos.
A montagem original, que estreou na Broadway em 1964, é baseada na peça The Matchmarker – A casamenteira, com texto de Michael Stewart e letras e músicas de Jerry Herman. Ganhou 10 prêmios Tony, se consolidanden como um dos musicais de maior êxito da história. Já teve montagens em todo o mundo, até no Brasil, com Bibi Ferreira e Paulo Fortes. Em 1969, a história chegou aos cinemas com direção de Gene Kelly e Barbra Streisand no papel principal.
Serviço 
Espetáculo Alô, Dolly
Local: Teatro Oi Casa Grande - Rua Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon - Rio de Janeiro
Data e horário: Dia 12 de outubro até 23 de dezembro / Quinta e sexta, às 21h / Sábado, às 18h e 21h30 / Domingo, às 19h
Ingresso: R$ 50,00 a R$ 190,00
Informações no telefone: (21) 2511-0800
Classificação etária: 10 anos 
Duração: 140 minutos (com intervalo de 20 minutos) 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Barão Vermelho confirma reunião para provável turnê de despedida

Jornal da Tarde

Marcelo Moreira
O guitarrista e vocalista Roberto Frejat não disse com muita convicção, mas há dois meses disse que havia boas possibilidades de o Barão Vermelho voltar ainda 2012 depois de um hiato de cinco anos longe dos palcos. Poucos creram nisso, justamente pelo longo tempo sem atividades.
No mês passado, quando do lançamento do DVD “Roberto Frejat – Ao Vivo no Rock in Rio”, o músico deu mais indícios de que a volta estava mais perto do que muitos imaginavam, mas ainda assim houve desconfianças. Ele chegou a dizer em entrevista ao Jornal da Tarde que havia uma turnê planejada entre outubro de 2012 e março de 2013, mas não cravou que ela realmente aconteceria. Agora não há mais motivos para isso.
O grupo anunciou em sua página oficial na internet e no Facebook o show de comemoração dos 30 anos de lançamento do primeiro álbum do grupo e uma posterior turnê pelo Brasil, batizada de “+ 1 Dose”.
Formação atual do Barão Vermelho
A apresentação de estreia será na Fundição Progresso, na Lapa, no Rio de Janeiro, no dia 20 de outubro. O grupo segue na estrada pelo Brasil até março de 2013. As demais datas da turnê ainda serão anunciadas.
A reunião, que já se tornou um dos eventos mais importantes do ano na área do rock, contará com Frejat, Guto Goffi (bateria), Peninha (percussão), Rodrigo Santos (baixo) e Fernando Magalhães (guitarra). O tecladista que fazia parte do Barão no início do grupo, Maurício Barros, também está no projeto.
A boa notícia anunciada pela banda, infelizmente, embute uma outra, bem

chata: será o último suspiro do Barão Vermelho. Na mesma entrevista concedida ao repórter Igor Giannasi, Frejat se mostrou animado com o projeto, mas também decretou o fim do conjunto quando a turnê terminar, em março do ano que vem. Ou seja, shows e disco novo, nunca mais.
“A gente deve fazer alguns shows para comemorar os 30 anos do nosso primeiro disco e, depois disso, cada um segue seu caminho. Não acontecerá uma volta definitiva, pelo menos para mim. O Barão já fez o que tinha de fazer. Hoje, no momento em que a gente retorna para estar no palco junto, é muito mais a celebração de uma obra construída do que propriamente a possibilidade de se criar mais um passo artístico e autoral”, disse o guitarrista.

sábado, 6 de outubro de 2012

Turma da Mônica ganha dois personagens soropositivos

O Dia


Gibi lançado por Maurício de Souza quer conscientizar sobre aids na infância, diminuir preconceito e aumentar os hábitos preventivos da doença


São Paulo -  Igor e Vitória são os novos integrantes da Turma da Mônica. O cartunista Mauricio de Sousa criou os personagens para ajudar na luta contra a aids . As crianças, saudáveis, são soropositivas, mas têm uma vida normal.
Turma da Mônica ganha dois integrantes soropositivos. Gibis serão distribuídos no Distrito Federal | Foto: Divulgação
Turma da Mônica ganha dois integrantes soropositivos. Gibis serão distribuídos no Distrito Federal | Foto: Divulgação
O objetivo da publicação é alertar a população infantil, pais, professores e até os médicos sobre como é possível conviver com meninos e meninas portadores do vírus HIV. Além de conscientizar sobre aids na infância, Igor e Vitória também para têm a missão de tentar diminuir preconceito e aumentar os hábitos preventivos da doença em todas as gerações.
O projeto é uma parceria de Maurício de Sousa com a ONG Amigos da Vida, do Distrito Federal. A revistinha em quadrinhos terá distribuição gratuita nas brinquedotecas do DF, nas pediatrias dos hospitais da Rede Amil, postos de gasolina da Rede Petrobrás e em hospitais públicos locais. A tiragem é de 30 mil cópias.

As informações são do iG

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O século de Hobsbawm

Folha de São Paulo
Vladimir Safatle


      Morreu ontem Eric Hobsbawm, um dos mais influentes historiadores do século 20. Sua influência veio não apenas de um trabalho seguro e rigoroso de pesquisa historiográfica que privilegiava movimentos sociais dos séculos 19 e 20. Na verdade, em uma época como a nossa, que parece abraçar de maneira entusiasmada a crítica das chamadas "metanarrativas" com suas visões de processos globais e movimentos teleológicos, Hobsbawm destoava por ser um dos poucos que não se contentavam em afundar-se na micro-história.
      Sem medo de procurar processos nos quais rupturas socioeconômicas e produção de novas ideias de cunho universalista se entrelaçam, Hobsbawm soube, como poucos, mostrar como a história da modernidade ocidental sempre foi a história das revoluções.
Fiel à filosofia da história de cunho hegeliano herdada pela tradição marxista, ele escreveu quatro livros clássicos ("A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios" e "Era dos Extremos") a fim de mostrar como as exigências igualitárias de liberdade enunciadas pelos setores populares da Revolução Francesa moldarão o curso da história como uma voz que sempre volta. Tal voz da igualdade será o fator de inquietude de uma história que será, cada vez mais, realmente mundial.
      Adorno dizia que a fixação positivista nos "fatos" escondia, muitas vezes, a simples incapacidade de enxergar estruturas. Pensar é saber estabelecer relações e, se é inegável que certas construções da historiografia marxista demonstram-se infrutíferas e demasiado genéricas, há de se reconhecer que a rejeição em bloco dessa tradição teve forte impacto negativo na nossa capacidade de pensar a história.
      Mas isso nunca impediu Hobsbawm de imergir nos detalhes e encontrar, por exemplo, na voz de Billie Holiday as marcas do sofrimento social dos esquecidos do sonho americano (conforme o livro "História Social do Jazz") ou nas desventuras do bandido Jesse James algo de fundamental a respeito dos descaminhos de nosso ideal de liberdade e das debilidades do poder (conforme o livro "Bandidos"). Hobsbawm sabia ler tais "fatos isolados" como sintomas sociais.
      Alguns, como o historiador britânico Tony Judt, insistiam que Hobsbawm não teria capacidade de compreender as ilusões que moldaram o século 20, em especial o comunismo. Talvez seja o caso de dizer que a compreensão da história como simples crítica das ilusões corre o risco de perder de vista o essencial: de onde vem a força que faz com que indivíduos consigam ir além de seus próprios interesses imediatos? O que talvez explique porque quis o destino que o último livro de Hobsbawm se chamasse exatamente "Como Mudar o Mundo".

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Conversando com a pianista Maria Josephina Mignone

Jornal do Brasil
Maria Luiza Nobre


A coluna conversa hoje com a pianista Maria Josephina Mignone que, com o saudoso maestro Francisco Mignone, formava um dos casais mais queridos do meio musical brasileiro. Jô, como era carinhosamente chamada por Mignone, a quem ela devolvia o amor e carinho chamando-o de Franz, faz parte da história da música no Brasil, assim como Mindinha Villa-Lobos. Sua árdua e difícil tarefa é cuidar de um acervo, de administrar a obra, os direitos autorais, e o principal, não deixar esta obra ser esquecida. Para isto nossa querida Jô é batalhadora, lutadora, conseguindo sempre manter a obra de Francisco Mignone entre as mais executadas nas salas de concertos.
O importante é nunca esquecer -  às vezes tem que se bater na mesma tecla - que o autor é o primeiro que deve  ser reverenciado, o primeiro que deve ganhar, porque sem as composições, as obras, não existiriam maestros, instrumentistas, orquestras, instrumentos, CDs, gravações, estúdios, designs gráficos, temporadas de concertos, festivais, enfim, tudo o que gera dinheiro e propicia o ganho de dinheiro para várias pessoas. Sem o autor não tem obra, e sem obra não tem nada, não tem criação. 
Maria Josephina, Jô para os mais íntimos, você e o maestro Francisco Mignone formavam um dos mais queridos casais do meio musical. Ele, compositor e pianista, e você, também pianista e sua musa inspiradora. Como é viver com um grande compositor, sendo a sua mais fiel intérprete?
Francisco e Maria Josephina Mignone
Francisco e Maria Josephina Mignone
Tenho o maior prazer de responder suas perguntas sobre minha convivência  com o Franz  (como eu o chamava na intimidade). Conviver com Francisco Mignone era muito fácil, ele tinha todas as qualidades para tornar-me feliz: marido carinhoso, mestre dedicado. Também que era um grande cozinheiro. Com ele aprendi muitos pratos italianos. Quando eu  tinha que tocar com orquestra, ele estudava comigo e fazia o segundo piano quantas vezes fosse necessário, deixando-me sempre com liberdade  para  interpretar.  Quando tocávamos a dois pianos, sempre me pedia para tocar de memória, porque meu desempenho era muito mais musical.  Enfim,  só me dei conta de sua genialidade após seu falecimento, tal era a sua simplicidade em casa. 
O maestro Mignone era, além de um grande compositor, um poeta, fato que poucos sabem. Você pode nos contar? 
Mignone era um grande poeta e deixou inúmeras poesias a mim dedicadas.  Desde o nosso primeiro encontro, todas as noites ele me escrevia lindas cartas de amor (com minha resposta)  e assim tenho  uma enorme correspondência, as mais lindas cartas de amor já escritas, que eu pretendo um dia publicar, assim como Roberto Schumann escreveu também para sua amada Clara. 
Todos sabemos que você é uma trabalhadora árdua na divulgação da obra de Francisco Mignone, tendo sempre viva a sua memória. Todo grande compositor tem a sua obra, sendo trabalhosa sua administração, uma vez que os licenciamentos são muitos, em diversas partes do mundo, requerendo além do trabalho, muita atenção. Como você lida com este trabalho que, mais do que empresarial, trata da sobrevivência de um legado?
Minha responsabilidade com a obra de Francisco Mignone tem me custado noites de insônia pelas dificuldades que enfrento em nosso país, onde o governo não se interessa pelas obras dos compositores clássicos falecidos e a família é obrigada a cuidar para divulgação e sobrevivência da  mesma.  Tenho tido muitas decepções com a Biblioteca Nacional, porque  eu tive a infelicidade de doar  as obras de meu marido, pensando que seria  a melhor maneira de os jovens e interessados terem acesso às partituras. Foi exatamente o contrário. Eles sepultaram a obra de Mignone, dificultando o acesso dos músicos interessados. Eu recebo inúmeras reclamações da dificuldade que a Biblioteca Nacional cria para atender os interessados residentes no Brasil e no Exterior. Várias obras de Mignone estão extraviadas e agora mesmo estou à procura do terceiro Ato da ópera  O Contratador de Diamantes, que sumiu misteriosamente. Vários  balés também estão perdidos, como por exemplo o balé Yara,  um dos mais famosos trabalhos de Mignone também  foi vendido para colecionadores, e o governo do Brasil deveria  me ajudar a conseguir pelo menos uma cópia  deste importante balé.  E assim você pode imaginar como é difícil lidar com tantas dificuldades. Eu teria muita coisas para contar, porém isto exigiria muito fôlego, o que já está me faltando. Assim, fico por aqui, e espero que você me ajude nesta batalha difícil   que enfrentamos no Brasil.
Obrigada, Maria Josephina Mignone, pela conversa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Ficha Limpa Vista Pelo Humor Brasileiro

Pois só assim para aguentar este país...










Aos 95 anos, morre o historiador Eric Hobsbawm

Carta Capital


Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do século XX. Foto: Divulgação / Companhia das Letras
O historiador marxista britânico Eric Hobsbawm, considerado um dos pensadores imprescindíveis do século passado, morreu nesta segunda-feira 1º aos 95 anos. Dono de uma vasta obra, Hobsbawm tem como livro mais famoso a Era dos Extremos(1994), no qual narra sua perspectiva sobre o que chama de “breve século XX”, o período iniciado com o começo da Primeira Guerra Mundial, em 1914, até o colapso da União Soviética, em 1991. O livro foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais.
“Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres”, afirmou a filha do historiador, Julia Hobsbawm. “Ele fará falta não apenas para sua esposa, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo”, completou.
Hobsbawm, que influenciou gerações de historiadores e políticos, é reconhecido também por sua história do “longo século XIX”, que para ele se deu entre o início da Revolução Francesa (1789) e o início da Primeira Guerra Mundial (1914). A história do “longo século XIX” foi publicada em três volumes – A Era da Revolução: Europa 1789-1848A Era do Capital: 1848-1875 e Era do Império – 1848-1914.
Biografia
Nascido em 9 de junho de 1917 em uma família judaica de Alexandria, Egito, Hobsbawm foi criado em Viena no período entre as duas grandes guerras mundiais, antes de seguir para Berlim em 1931. Ele se mudou para Londres dois anos depois, quando os nazistas chegaram ao poder.
Depois de estudar História e obter o Doutorado na Universidade de Cambridge, Hobsbawm se tornou professor em 1947 no Birkbeck College de Londres, centro ao qual seguiu ligado por toda a carreira. Também foi professor convidado na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade de Cornel.
Com informações da AFP. Leia mais em AFP Móvil