Gilberto Gil
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de Deus.
A raça humana é a ferida acesa
Uma beleza, uma podridão
O fogo eterno e a morte
A morte e a ressurreição.
A raça humana é o cristal de lágrima
Da lavra da solidão
Da mina, cujo mapa
Traz na palma da mão.
A raça humana risca, rabisca, pinta
A tinta, à lápis, carvão ou giz
O rosto da saudade
Que traz do Gênesis
Dessa semana santa
Entre parênteses
Desse divino oásis
Da grande apoteose
Da perfeição divina
Na grande síntese.
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de Deus.
Este blog destina-se ao registro de vídeos e textos, meus e de outros que se interessem em colaborar, assim como à notícias sobre cultura. Boa leitura!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Oração À Solidão
Silvia Costa da Silva
Antes de tudo desconfio da tua existência
Mais do que isso, antes que me traias em pensamento, eu mesma o faço
Odeio pensar em estar sozinha por tua causa nos momentos em que mais precisava de alguém ao meu lado
Retardatário do tempo e espaço, demoras demais, e eu o antecipo em tudo e me basto
Amor só tem um A que o justifique
O resto é morte, ódio e razão.
Digo não ao teu coração
Amém!
Antes de tudo desconfio da tua existência
Mais do que isso, antes que me traias em pensamento, eu mesma o faço
Odeio pensar em estar sozinha por tua causa nos momentos em que mais precisava de alguém ao meu lado
Retardatário do tempo e espaço, demoras demais, e eu o antecipo em tudo e me basto
Amor só tem um A que o justifique
O resto é morte, ódio e razão.
Digo não ao teu coração
Amém!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Lamento Do Sétimo Dia
Silvia Costa da Silva
No sétimo dia
Da tua morte para mim
Vi tua alma a caminhar.
No sétimo dia
Da tua missa rezada por mim
Vi tua cara a me afrontar.
No sétimo dia
Vagas pela escuridão
À procura de quem lhe feche os olhos
Abertos na solidão.
No sétimo dia
És alma penada
Pela pena que compraste
Pelos vinténs que valem nada.
No sétimo dia
Acordei para o mundo
E vi o teu corpo mudo
Calando a culpa no fundo...
Do sétimo dia
Onde mataste com a alma fria
Milhares de vidas
Plantadas, perdidas
Nos sonhos sem fim.
No sétimo dia
Da tua morte para mim
Vi tua alma a caminhar.
No sétimo dia
Da tua missa rezada por mim
Vi tua cara a me afrontar.
No sétimo dia
Vagas pela escuridão
À procura de quem lhe feche os olhos
Abertos na solidão.
No sétimo dia
És alma penada
Pela pena que compraste
Pelos vinténs que valem nada.
No sétimo dia
Acordei para o mundo
E vi o teu corpo mudo
Calando a culpa no fundo...
Do sétimo dia
Onde mataste com a alma fria
Milhares de vidas
Plantadas, perdidas
Nos sonhos sem fim.
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